SOLSTÍCIO ...
Se
todas as cores
pudessem rasgar
planos de estradas não definidos
E nos olhares
escutássemos a voz
de tom perspicaz
Sem luz
se fizesse dos dias
Flashes iminentes
de quimeras em fontes iluminadas ...
Límpidas lágrimas
secavam-se nas pedras
aquecidas por um Sol,
enternecido no cair melancólico
das horas ...
Em
vultos alongados
permaneciam as sombras
de todas as pétalas
de todas as folhas ...
Desfolhavam-se perfumes
envolvidos na brisa
que açoitavam os rostos...
Em murmúrios clandestinos
Sussurravam, clemência
de todos os instantes
Bebericavam todo o pólen do ópio
De rubros Momentos
Caracterizavam nuances
infernais de um alaranjado
Pôr-de- Sol ...
Que se dilui
No fechar de olhos ...
No
final de mais uma Tarde,
Solstício,
do meu olhar...
Enamorado! ...
Ana P.
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